A Sony pode estar preparando uma versão portátil do próximo PlayStation. Um manual interno vazado trouxe indícios claros de que o PlayStation 6 será desenvolvido com diferentes configurações de hardware, incluindo uma variante com especificações reduzidas — o que reforça os rumores sobre um modelo portátil da nova geração.

No conteúdo divulgado, há orientações específicas para desenvolvedores limitarem seus jogos a 8 threads de CPU, o que sugere compatibilidade com dispositivos mais modestos. Essa limitação técnica fortalece a possibilidade de que o PS6 terá duas versões: uma de mesa, mais potente, e outra portátil, com foco em mobilidade e eficiência energética.

Segundo informações obtidas em vazamentos anteriores, a versão portátil pode adotar um processador AMD Zen 6c com 4 núcleos e 8 threads, além de dois núcleos low-power voltados à economia de energia. Esses dados apontam para uma proposta semelhante à vista em consoles híbridos, com foco em rodar jogos do mesmo catálogo, mas em hardware mais simples.

Ainda de acordo com fontes ligadas ao canal Moore’s Law is Dead, os kits de desenvolvimento do PlayStation 5 já contam com modos de economia de energia que reduzem o consumo sem comprometer a jogabilidade.

PS6-Portatil rumores lancamento

A presença desses recursos pode ter sido um primeiro passo da Sony para avaliar o desempenho dos títulos em cenários mais limitados — como seria o caso de um console portátil alimentado por bateria.

Além disso, o documento vazado menciona explicitamente que os jogos devem ser preparados para rodar “em diferentes configurações de CPU”, algo inédito nas gerações anteriores da marca, onde até os modelos “Pro” compartilhavam o mesmo processador das versões base.

Apesar de os dados sugerirem um desenvolvimento em paralelo das duas versões, a Sony ainda não confirmou oficialmente a existência do PS6 portátil. As projeções atuais apontam o lançamento do PlayStation 6 entre 2027 e 2028, mas não há informações concretas sobre a chegada da variante de bolso.

Caso se concretize, o novo modelo portátil deve apresentar diferenças de CPU, GPU e memória, mas ainda assim compartilhar o mesmo catálogo de jogos do console de mesa. Essa abordagem exigirá um novo nível de otimização por parte dos estúdios, garantindo que os títulos funcionem de forma adequada em dispositivos com diferentes níveis de desempenho.